quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DENUNCIA: A luta gloriosa dos políticos para manterem em privado o que é público. Leis que protegem quem rouba são aprovados dia 24 de Julho de 2013 pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD e do CDS.


Para facilitar o saque.... Lei do sigilo dos privilégios dos políticos. Aprovada!!

"Foi aprovada no passado dia 24 de Julho de 2013 pela Assembleia da República, com os votos favoráveis do PSD e do CDS, a Proposta de Lei 150/XII, por meio do Decreto nº 166/XII, enviado já para promulgação pelo Presidente da República e depois para posterior publicação no Diário da República, a nova lei que regula a a obrigatoriedade de publicitação dos benefícios concedidos pela Administração Pública a todos os particulares.

Esta lei procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 167/2008, de 26 de agosto, e revoga as Leis n.ºs 26/94, de 19 de agosto e 104/97, de 13 de setembro.

Esta nova lei, agora aprovada pela AR, no seu art.º 2, n.º 4, alínea b) exceciona propositadamente da publicitação "os subsídios, subvenções, bonificações, ajudas, incentivos ou donativos cuja decisão de atribuição se restrinja à mera verificação objetiva dos pressupostos legais", ou seja, coloca de fora do conhecimento público, portanto ficam protegidas pelo sigilo, as subvenções vitalícias dos titulares de cargos políticos.

Lembramos que na lista dos beneficiados destas subvenções encontram-se os titulares de cargos políticos desde o 25 de Abril de 1974, sendo todos os Presidentes da República, os membros do Governo, os deputados à Assembleia da República, os ministros da República para as regiões autónomas, os membros do Conselho de Estado, os Juízes do Tribunal Constitucional e os Membros do Conselho de Estado.

É o caso para dizer que, infelizmente, uma vez mais, em Portugal os políticos são cidadãos acima da lei, dão-se a si próprios privilégios e prerrogativas anormais e superiores aos demais portugueses, que depois mantêm secretas, portanto, total e absurdamente à margem da lei.

Isto é um vergonhoso atropelo ao estado de direito, uma flagrante e escandalosa violação, entre outros, dos princípios constitucionais da igualdade, da transparência e publicidade dos actos administrativos, tudo muito próprio de uma reles ditadura ou de um estado de delinquentes!fonte

O dinheiro dos impostos é do povo e do estado, mas é do povo que se quer ocultar o mau uso que se faz dele.  

Para nós parece normal, já estamos tão habituados a ser tratados assim, sendo roubados, enganados e sempre na ignorância, já nem estranhamos?

Não tem que ser assim.  Há países onde a corrupção é quase nula. Mas em Portugal, os políticos lutam diariamente e afincadamente, por uma vida melhor. Procurando todas as formas possíveis de nos ocultar as conquistas e o lucro que estas lhe dão. Tem sido mais uma batalha que eles irão conseguir levar a bom porto. 

Estes são apenas mais exemplos de abusos que provam como é difícil controlar o destino que os abusadores dão ao dinheiro do estado.

"Várias dezenas de titulares de cargos políticos solicitaram nos últimos anos ao Tribunal Constitucional que o conteúdo das suas declarações de rendimentos fossem ocultadas da opinião pública. 800 autarcas eleitos em 2005 não entregaram a declaração de rendimentos no TC no prazo de sessenta dias após a tomada de posse.- 30 deputados foram notifica-dos pelo TC, em 2005, para depositarem a respectiva declaração de rendimentos e património" fonte

"Estado esconde pensões políticas. Os nomes dos políticos que pedem ao Estado a atribuição da pensão mensal vitalícia passaram a ser secretos." (24/06/11) Fonte

"O PSD acusou o Governo de ter utilizado dinheiro público da empresa Rave para fazer propaganda eleitoral socialista a favor do TGV e anunciou que apresentou queixa desta situação à Comissão Nacional de Eleições (CNE)." fonte

"A deputada do CDS-PP Cecília Meireles revelou que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em resposta a uma pergunta dos deputados centristas, recusou informar os gastos do Estado em publicidade, marketing e patrocínios." fonte

Deputados exigiram, todos, um assistente pessoal, pois andam muito ocupados a cuidar das suas negociatas no sector privado? Como garante Paulo Morais neste video.

Chegam ao desplante de perder dias e dias de reuniões, plenários e afins para exigir o direito a terem a água mineral para todos, paga pelo contribuinte. Uns lutadores pelos direitos de todos... de todos eles, claro.

António Costa recusa mostrar contas. Para alguns, expor as contas públicas, ao escrutínio público é sinónimo de transparência e honestidade. Para quem tem algo a esconder é perda de autonomia? Eles continuam a pensar que os portugueses são parvos? fonte

Outras formas criativas de contornar a justiça... algumas, cómicas até.

É urgente todos termos a noção e tomarmos conhecimento que existem outras realidades, além da nossa, melhores que a nossa, e deixar de nos conformar  com o facto de que, esta que se vive em Portugal, é inevitável e incontornável.

Mais conquistas das elites, que custam dinheiro público:
São rápidos para aprovar leis que os protegem do povo. No entanto para aprovarem leis que protejam o dinheiro público e os cidadãos, tardam mais de 20 anos e não conseguem nada??? Veja neste video como fazem e o descaramento com que enganam os portugueses.

Leis anti-corrupção, esbarram sempre.



terça-feira, 20 de agosto de 2013

DENUNCIA: O fim da Segurança Social Caboverdeana – Parte 1


Fico sempre preocupado com o futuro da Segurança Social Caboverdeana. É curioso se pensares que a geração dos nossos avós quase não fez descontos. 

Os que fizeram estavam vinculados ao sistema Português. Agora existe a geração dos nossos pais: gente saudável, com uma esperança média de vida elevada e que não ganha mal. Já imaginaste quando tivermos que os reformar?”

O texto seguinte é um pequeno exercício de análise da situação do nosso país, no que toca a um caso que poderá ser a ponta de um iceberg de problemas que, caso não sejam tomadas as medidas necessárias, culminarão na falência do nosso sistema de segurança social e, consequentemente, o aparecimento de todos os conflitos normais em qualquer país falido.

Sei que o início parece apocalíptico. Porém, a interpretação do texto dependerá do leitor. Pode ser visto como um alerta para um conjunto de factos ocultos e perigosos ou então, de forma mais tranquila, pode ser considerado um delírio (mais um) de um jovem que leu demasiados livros de Dan Brown, Daniel Silva, José Rodrigues dos Santos ou outro qualquer conspirador da literatura moderna.

De qualquer forma, o texto será longo. Farei o meu melhor para não o tornar cansativo.

“A EDP, a ADP e qualquer outra empresa que não queira ajudar cabo verde deve imediatamente sair do país. Temos muitas praias que podem ser utilizadas para tal.”
José Maria Neves,2006.

Não me lembro da data exacta, não me recordo das palavras precisas. Mas foi esse o discurso. Rejubilámos com a mensagem nacionalista, mesmo não tendo a mínima noção de qual seria a solução. Engrandecemos a coragem do Primeiro Ministro, mesmo sabendo que os cinco anos de governação até então não tinham resolvido qualquer dos problemas fulcrais do país. 

Apenas sabíamos que não “seria possível continuarmos dessa forma” E, mais uma vez, o desespero falou mais alto. O Estado seria então o próximo investidor da Electra. Nas nossas mentes ficava a esperança de dias melhores, mais iluminados e com mais água.

No entanto, e infelizmente para o povo cabo-verdiano, os problemas são resolvidos após o seu estudo e conhecimento, aplicando medidas correctas, apostando nos melhores indivíduos. A demagogia e o discurso fácil nunca resolveram qualquer problema. Até hoje, manteve-se a demagogia, em tons mais refinados com José Maria Neves ou em tons mais agressivos com Humberto Brito. E, por isso, até hoje, mantém-se o problema.

“invistam em obrigações porque são títulos reembolsáveis mesmo que a empresa dê prejuízo.”
Veríssimo Pinto, antigo presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, 2007

Atenção! Penso que é arriscado falar-se de pessoas que não possam defender as suas afirmações. Porém, Veríssimo Pinto é uma figura incontornável neste processo. Por isso temos que conhecer qual foi a sua posição na altura.

E assim começou a saga de investimento na Electra. A propaganda pretendia, de uma assentada, promover uma recém-criada (outros dirão ressuscitada) Bolsa de Valores de Cabo Verde e resolver o problema de financiamento da falida Electra. Veríssimo vendeu as obrigações da Electra no país e na Diáspora, como se de um corrector se tratasse. Por outro lado, a frase que foi o mote de toda a operação é uma verdade somente para quem muito superficialmente conhece os mercados financeiros. Perguntem ao senhor por que motivo o Governo Grego não paga as suas obrigações. 

Sempre achei cómicas as repetidas alusões à competência de Veríssimo para o cargo. E isso nada tem a ver com os recentes problemas judiciais em que está envolvido.
De qualquer forma, lá se foram vendendo obrigações da Electra, com uma taxa de cupão à volta de 7%. O Estado entraria com o restante montante e ficaria assim a empresa de energias dotada de capacidade para, de uma vez por todas, resolver os problemas do país.

Como tudo o que se faz em Cabo Verde, o assunto foi resolvido às escondidas do público, sem que ninguém soubesse ao certo como iria o Estado resolver o problema maior do país. Só que, como já diz o ditado popular, uma manta, quando é pequena, não chega para cobrir os pés e a cabeça.

Após a finalização das operações, em meados de 2008, chegava a altura do pagamento da primeira prestação, o primeiro cupão, da dívida obrigacionista. Claro está que não havia dinheiro para pagar! Ao atraso de 5 dias, justificou a administração da Electra como sendo um “normal atraso” no pagamento. 

Curioso. Hoje percebo bem que nessa empresa o atraso é …normal. Assim, foi encontrada uma solução. Seriam pagos os valores devidos aos obrigacionistas individuais e os obrigacionistas institucionais veriam as obrigações convertidas em acções.
Aqui começámos a perceber a gravidade da situação que podemos dissecar em 3 violações graves:

1. A Electra não consegue pagar as dívidas. No entanto, se não paga esta dívida, põe em causa todo o sistema financeiro, tão irresponsavelmente propalado na altura pelo Primeiro-ministro (“Queremos tornar Cabo Verde numa plataforma de serviços financeiros”), e a Bolsa de Valores perderia credibilidade já que, erradamente, tinha vendido a ideia de que as Obrigações eram sempre pagas. Assim, de modo a não pôr em causa a imagem, garantia-se a parte dos investidores individuais.

2. Os investidores institucionais são tão ou mais exigentes que os individuais. A questão aqui é que o investidor institucional, o único significativo, era o INPS. Para quem não saiba, o INPS gere todos os fundos obtidos através da cobrança dos valores da Segurança Social e garante as reformas, assistência social, comparticipação de medicamentos, etc. 

Embora seja do Estado, é um instituto que tem autonomia (ou deveria ter). Seria muito perigoso que se tornasse num instrumento político, à mercê das práticas do governo. O INPS tinha, na altura, fundos que correspondiam a um montante superior a 10% do PIB! O INPS, o dinheiro dos trabalhadores, foi utilizado para resolver um problema do governo.

3. A transformação de Obrigações em Acções é um processo comum nos mercados financeiros. Porém, tal situação só ocorre quando existe um contrato que assim preveja tal possibilidade e é, normalmente, acompanhada de um prémio de conversão. Das duas, uma:
ou houve uma violação e a conversão em acções deu-se, de facto, sem prévio aviso, o que mostra o amadorismo da situação, ou então havia um tal contrato que previsse essa situação.

Só que, e aqui entramos numa questão que tem a ver com a missão do próprio INPS e da sua legislação, O investimento em acções é considerado arriscado. O investimento em acções de uma empresa falida como a Electra é considerado um acto de loucura, normalmente associado a investidores de alto risco. Não é, ou não deveria ser, o caso do INPS!

Sim… o texto está longo. Mas esta pode ser a estória mais grave da história do país. Lembre-se: Mais vale perder aqui uns minutos do que perder anos a tentar perceber o que se passou quando, daqui a vinte anos, não receber a sua reforma.

2009 e 2010
“O dinheiro do INPS não pode ser brincadeira. Andam a brincar com o dinheiro dos trabalhadores. Deve-se investir em produtos de baixo risco e elevada rentabilidade.”
Carlos Veiga, EUA

“O INPS fez o investimento na Electra com o objectivo de lucrar e ajudar o País.”
Leonesa Fortes, RTP África

“Se um país não puder investir na sua empresa de água e electricidade, podemos fechar as portas.”
Veríssimo Pinto, RTP África

Foi um período fértil em loucura, tolice, amadorismo e muita irresponsabilidade dos discursos. Veiga deu o mote, de uma forma atabalhoada e errada. Na altura, tinha até confrontado o então candidato a PM na Universidade Lusófona, indicando o seu erro.
Hoje, lamentavelmente, posso afirmar que mais valia um Veiga que não soube explicar a situação do que o silêncio de todos os outros líderes, de Ulisses, Gualberto, Olavo Correia, Carlos Burgo, Cristina Duarte, que são formados na área. 

Não sou pretensioso ao ponto de achar que fui o único a ver este filme. Bem… sou um bocadinho só. Posso afirmar, no entanto, que foi graças a Carlos Veiga que o país passou a ter conhecimento da tramóia. Caso o líder do MPD não tivesse falado, tudo seria cozinhado no silêncio dos deuses.

Leonesa, presidente do INPS, cometia aqui dois erros numa curta frase. O primeiro tinha a ver com o tal “ajudar o país”. Esta era afirmação que mostrava que o INPS poderia estar à mercê das intenções do Governo. Não é papel do INPS ajudar o País. Ou melhor, o INPS só ajuda o País quando faz a melhor gestão possível dos fundos dos trabalhadores Caboverdeanos. Não ajuda comprando dívida da Electra.
O segundo erro é quando fala em lucrar com a Electra. O investimento em obrigações prevê lucros mínimos. O grande objectivo é mesmo a manutenção do capital ao longo dos anos. A assustadora verdade que se conhece nesta afirmação é que Leonesa e o INPS simplesmente meteram dinheiro na Electra por ordem do Governo sem saberem no que estavam a investir, obrigações ou acções.

Já Veríssimo mostrou que, para além de não ter grande competência para o cargo, tinha ainda o problema de estar a defender a atitude do governo, mesmo que isso pusesse em causa a credibilidade da sua instituição que devia ser autónoma e imparcial. Mas compreende-se que era necessário dar credibilidade à “coisa”. E, para o efeito, nada melhor que o jovem mais overated da história do país.

Com as eleições legislativas, a batalha da Cidadania de Aristides Lima, a surpreendente victória de Jorge Carlos Fonseca, o prémio de Pedro Pires para melhor líder Africano, o investimento do INPS na Electra foi esquecido. Segundo consta das poucas informações que se tem, foi pouco significativo. Seriam então 500.000 contos (quase 5Milhões de Euros). 

Embora o dinheiro não seja tão elevado, a questão aqui tem a ver com a violação dos princípios de autonomia das instituições do Estado, com a manipulação do dinheiro dos trabalhadores e com a abertura de um precedente perigosíssimo. Mas estas serão cenas de um próximo episódio, capítulo de amanhã desta novela ou acto seguinte desta trágica comédia Caboverdeana.

Vaticano ocupa 8º lugar global em lavagem de dinheiro


A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 24,6 mil milhões de euros. Artigo de Dermi Azevedo, publicado na Carta Maior.

O Vaticano ocupa o 8º lugar do mundo entre os países que lavam dinheiro sujo, oriundo da sonegação de impostos, da obtenção de lucros ilícitos, do tráfico de armas e de drogas, entre outras fontes criminosas. O Vaticano conseguiu deixar para trás, em matéria de lavagem de dinheiro, países como a Suíça, Bahamas, Liechtenstein, Nauru e as Ilhas Maurício. A pesquisa foi realizada pela rede de organizações sociais francesas Voltaire, com base em dados fornecidos por autoridades alemãs e suíças. No ano passado, o Instituto de Obras da Religião (IOR), nome oficial do Banco do Vaticano, epicentro do problema, teria lavado cerca de 24,6 mil milhões de euros. Esta informação tem um caráter aproximativo, porque ninguém (nem mesmo o papa) tem acesso ao balanço real da instituição bancária mais secreta do planeta.

Neste momento, está em atividade uma comissão formada por cardeais e outros assessores do papa Francisco cuja missão é precisamente a de investigar os bastidores do IOR e de apresentar ao pontífice propostas de mudanças radicais no banco. Não está excluída a possibilidade de encerramento do instituto e a sua transformação numa entidade que possa administrar os recursos financeiros da cúpula da Igreja Católica Romana.

O mais recente escândalo no banco foi a prisão do monsenhor Nunzio Scarano, ex-chefe de contabilidade do IOR que integrava a APSA, um organismo do IOR que gere o património da Santa Sé. É acusado de corrupção, calúnia e fraude pela polícia financeira italiana. O papa foi comunicado sobre a prisão de Scarano e ordenou à sala de imprensa do Vaticano que divulgasse uma nota, informando que o assessor já havia sido suspenso do seu cargo em maio deste ano. É acusado de transferir para o IOR um total de 20 milhões de euros, da Suíça para uma conta de armadores napolitanos. A Justiça italiana rejeitou, no sábado passado, o recurso do monsenhor Scarano. Ele continua em prisão domiciliária no Vaticano.

Antiga fama

A situação do IOR foi o tema de um dos debates mais acalorados pouco antes do conclave, na Capela Sistina, quando alguns cardeais de todos os continentes questionaram uns aos outros sobre a responsabilidade dos principais assessores do papa renunciante Bento XVI no andamento da corrupção no Banco do Vaticano. Alguns cardeais dos países menos desenvolvidos, mas também da América do Norte e da Europa, divulgaram essa informação. Considera-se que esse debate foi importante para que, em seguida, os cardeais tenham votado secretamente no argentino Jorge Bergoglio como novo papa.

A primeira atitude do novo pontífice foi a de nomear a comissão especial para a reforma do banco. Assessores de sua confiança mantiveram também contacto com a União Europeia à procura de assessoria técnica, por meio do Moneyval, que é um organismo da UE que avalia e executa medidas contra lavagem de dinheiro e contra o terrorismo.

Em 1997, o Conselho da Europa criou a Comissão Especial de Peritos sobre a Avaliação de Medidas Anti lavagem de Dinheiro, com a sigla PC-R-EV, como um sub comité do Comité Europeu para os Problemas Criminais (CDPC). Em 2002, o nome da comissão foi mudado para Comité de Peritos sobre a Avaliação das Medidas de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, com a abreviatura Moneyval, por entender que a sigla anterior não expressava com clareza os seus objetivos.

O IOR foi fundado em 27 de junho de 1942 pelo papa Pio XII. Os seus estatutos foram redigidos de tal forma que nem o papa tem acesso direto à sua administração. Já nas primeiras décadas dos anos 40, foram levantadas suspeitas de que banco poderia guardar verbas produzidas pelo regime nazista e também por banqueiros judeus perseguidos. O caso Marcinkus tornou-se o escândalo mais conhecido envolvendo o IOR. O então arcebispo norte-americano foi responsabilizado, pelas autoridades italianas, de envolvimento com a Máfia, na falência do Banco Ambrosiano, que também envolveu a loja maçónica P-2 e vários banqueiros. O caso inspirou até mesmo a produção de filmes e de vários livros.

EXPULSAR ISRAEL DA ONU: Israel merece ser expulso da ONU, diz Miguel D'Escoto

Manágua, 15 de Agosto - Israel merece ser expulso da Organização das Nações Unidas, devido aos seus constantes ataques sobre a Palestina, o ex-presidente da Assembleia Geral desse mecanismo multilateral, Miguel D'Escoto, disse nesta capital.

Segundo o ex-ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, todas as nações do mundo devem romper relações comerciais e diplomáticas com Israel, enquanto o país persiste em continuar a atacar o povo palestino.

"Isso é condenações verbais às atrocidades cometidas diariamente pelos sionistas, as prostitutas do império, para dizer que, na linguagem bíblica, contra o Estado e todo o povo palestino suficiente", disse D'Escoto.

Para o padre, que foi premiado com a Medalha de Ouro de Honra da Assembleia Nacional da Nicarágua, uma grande campanha coercitiva deve começar, de acordo com o princípio da não-violência contra o Estado de Israel, para cumprir todas as resoluções da ONU desde 1967, incluindo as fronteiras.

Mas enquanto a campanha não começa, todos os tipos de relações com Israel deve ser quebrado, enfatizou.

D'Escoto pediu pela paz no Oriente Médio e, em particular, ele defendia para assegurar esse direito ao Estado palestino e seu povo. (Prensa Latina)

John Fitzgerald Kennedy: O último presidente dos EUA livres

Assassínio de JFK marcou o fim da República americana


Na ocasião da publicação do seu último livro, o autor alemão Mathias Broeckers fala sobre o assassinato de John F. Kennedy em Dallas, Texas, em 22 de Novembro de 1963, que ele vê como um golpe de Estado que nunca foi revertido.

Mathias Broeckers, nascido 1954, é um jornalista investigativo alemão e autor de mais de dez livros, a maioria deles relacionados com os temas de drogas, terrorismo e políticas profundas. Ele trabalha para a TAZ jornal diário alemão e o Telepolis webzine. Seu livro mais recente, " JFK: Staatsstreich em Amerika "(" JFK: Coup d'Etat in America "), foi publicada em Agosto deste ano em Westend Verlag em Frankfurt, Alemanha.

Lars Schall: Mr. Broeckers, um escritor que autores de um livro sobre o assassinato de John F. Kennedy, que não segue o veredicto da história oficial enfrenta o problema de ser condenado de forma instantânea como um "teórico da conspiração" que se dedica a " teorias da conspiração. "Posso perguntar-lhe, no início desta entrevista para explicar aos nossos leitores que os críticos - consciente ou inconscientemente - estão agindo exactamente de acordo com a" cartilha "da CIA?

Mathias Broeckers: Em Janeiro de 1967, pouco depois de Jim Garrison, em Nova Orleans começou sua acusação da CIA fundos do assassinato, a CIA publicou um memorando a todas as suas estações, sugerindo que o uso do termo "teóricos da conspiração" para todos criticando o Warren Relatório descobertas. Até então, a imprensa e o público mais usado o termo "teorias de assassinato" quando se tratava de visões alternativas da "porca solitário" Lee Harvey Oswald. Mas com esse memo isso mudou e muito em breve "teorias da conspiração" se tornou o que é até hoje: um termo para esfregaço, denunciar e difamar quem se atreve a falar sobre qualquer crime cometido pelos serviços do Estado, militares ou de inteligência. Antes de Edward Snowden alguém alegando uma espécie de vigilância total de Internet e tráfego de telefone teria sido chamado a porca da conspiração, hoje todo mundo sabe melhor.

LS: O que você vê como o principal motivo (s) para obter matou Kennedy?

MB: Para fazer uma longa história, que eu elaboração do livro, curto: JFK tinha feito os passos definitivos para acabar com a guerra fria. Ele negou o envolvimento do Exército na invasão da Baía dos Porcos, que havia herdado de seu antecessor, que tinha resolvido a crise dos mísseis em Cuba através do contacto directo e secreto, com o líder soviético Khrushchev, ele tinha assegurado um teste nuclear parar com os soviéticos, e ele ordenou a retirada do Vietname Tudo isso contra a vontade dos militares, a CIA e até mesmo contra muitos membros de sua própria administração.

LS: Se olharmos para o crime a partir da perspectiva de "motivo, meios de oportunidade", que grupos são os culpados mais prováveis? Alguns dos suspeitos do costume pode ter tido um motivo, mas nem os meios nem a oportunidade, certo?

MB: Sim. Este é um ponto crucial com muitas teorias JFK. Muita gente tinha motivos, seja os comunistas graves na Rússia, China, Cuba, seja os israelenses por causa da demissão JFKs de armas nucleares em Israel, seja o Federal Reserve por causa de sua ideia para um novo dólar dos EUA apoiado pela prata, a multidão por causa de sua demissão para invadir Cuba para obter os seus casinos e bordéis para trás, os sulistas racistas por causa de seu engajamento pelos direitos civis ... mas nenhum deles tinha os meios e oportunidade para o assassinato e, acima de todos os meios para encobri-lo ao longo dos anos.

LS: Qual partido tinha os componentes necessários de "meios e oportunidade" disponível?

MB: Só a CIA e os militares - eo FBI e da administração Johnson para o cover-up. Um momento depois do tiroteio, um policial correu até a colina gramada, sua arma puxado para fora, e parou ali um homem, pedindo sua identificação. O homem mostrou um cartão do serviço secreto e da polícia deixá-lo ir. Vários outros homens na Dealey Plaza também apresentaram IDs do Serviço Secreto olhar genuíno quando perguntado por policiais -, mas não havia homens do Serviço Secreto reais colocados no outeiro e praça neste dia.

Essas identificações eram falsos, mas o FBI e a Comissão Warren não investigar tudo isso. Apenas na década de 80 ele saiu, que era responsável pela impressão de IDs do Serviço Secreto e passa naquela época: era a Divisão Técnica CIAs, chefiada pelo Sydney Gottlieb de "MK Ultra" fama. Este fato por si só exclui que a máfia ou dos russos, cubanos, chineses ou outros assassinos autónomos fez isso em sua própria conta. E mesmo que esses grupos teriam sido capazes de identidades falsas genuíno olhar do serviço secreto - o facto de esse engano não foi investigada, imediatamente traz FBI de Hoover em uma posição superior de suspeitos.

LS: Um ponto crucial sobre o encobrimento do crime é o relatório da autópsia falso - também em relação aos "meios e oportunidade." Por favor explique.

MB: O ARRB (Assassination Registos Review Board) estabelecido para além de qualquer dúvida de que a autópsia e raios-x, que estão no Arquivo Nacional, foram adulteradas. No mafioso, bankster ou cubano teria sido capaz de fazer isso. Estas falsificações foram feitas no hospital militar Bethseda, onde JFKs autópsia foi supervisionado por Curtis LeMay, o chefe da força aérea conjunta e uma de JFKs inimigos mais agudo. Ele estava em um período de férias de pesca quando o tiroteio aconteceu Dallas e voou para Washington imediatamente - e não para qualquer emergência militar, mas para se sentar na sala de autópsia - e fumando um charuto! As fotos falsificadas e raios-x, que foram apresentados para cada investigador, desde então, são a principal razão pela qual a teoria da bala mágica louco conseguiu segurar por muito tempo. Somente o militar, onde estas fotos e radiografias foram tomadas, foi capaz de organizar estas falsificações e colocá-los nos arquivos.

LS: Outro ponto importante é a têmpera com o chamado "filme de Zapruder". Por que isso?

MB: Também graças ao ARRB existe uma grande quantidade de evidências de que o filme foi temperada com um dia depois do assassinato. No entanto, mesmo o já existente "original" parece mostrar claramente um tiro de frente, o montinho de grama - assim o falso não era perfeito. Que a Comissão Warren foi mostrado apenas uma cópia em preto / branco mau indica que os autores estavam cientes disso. Que o filme Zapruder foi comprada pelos editores Time / Life - e mantida em segredo do público durante anos, como o Nix-film comprada pela UPI e desapareceu - indica a culpa dos meios de comunicação na cobertura-up.

LS: Voltando à CIA, você acha que a CIA havia se separado de supervisão governamental durante os anos 1950 e 1960, ou seria mais correto sugerir que a Agência, na verdade foi uma manobra dos interesses financeiros desde o início? Ou mais claramente falado: foi supervisão democrática já pretendia?

MB: Em geral, os serviços de democracia e inteligência são antagonistas; democracia depende de transparência e os serviços de inteligência sobre o oposto. Assim, o controlo democrático / Congresso / governamental é sempre um compromisso muito podre. Camuflagem da CIA desde o início foi a de que é um serviço para recolher informações - e centralizar a colecta de informações dos diversos outros serviços - para manter o presidente informado. A principal tarefa da CIA foram e são operações secretas, e porque tais operações dependem de "negação plausível", era habitual desde o início de informar o presidente - se em tudo - apenas minimamente. Uma vez que "pai" da CIA Allen Dulles era um advogado de Wall Street e seu irmão John Foster correu a política externa, operações secretas eram uma empresa familiar feito pelo Dulles-irmãos e os seus clientes em Wall Street. Isto é o que JFK tentou terminar e que o marcou até a morte.

LS: Você está citando o jornalista investigativo José Trento, dizendo sobre o ex-director da CIA Allen Dulles: "Dulles tinha decidido não deixar o futuro da Agência para o Congresso ou o Presidente." O que fez Dulles poderoso o suficiente para arriscar tal decisão?

MB: clientes Dulles eram banqueiros e grandes corporações, que estavam em um grande negócio com a Alemanha nazista na década de 30 e até mesmo durante a guerra. Alguns deles, como Prescott Bush - avô George W. 's - foram acusados ​​de "lidar com o inimigo", e Allen Dulles, chefe do OSS, na Suíça, durante a guerra, dispostos muitas dessas relações. Ele organizou a integração segredo do Nazi-chefe espião Reinhard Gehlen e algumas centenas de seus oficiais da SS para o exército dos EUA e do edifício-up do aparelho CIA. Entre 1945, quando a OSS foi desmontado e 1947, quando a CIA foi fundada ele fez isso em particular - sem qualquer posição oficial - a partir de seu escritório no "Conselho de Relações Exteriores."

LS: Teria sido mais apropriado se Dulles teria sido interrogado com relação à morte de Kennedy, em vez de ter sido o cérebro por trás da Comissão Warren?

MB: É uma ironia perfeita, ou melhor: enorme cynism, pelo fantoche do Texas-oilmen, Lyndon B. Johnson, ter Dulles mentor da Comissão. Mas desde que funcionou tão bem que tentou fazê-lo novamente, desta vez sem sucesso, ter "Bloody Henry" Kissinger planear a Comissão do 11/9. Na minha opinião Dulles é um dos principais suspeitos do assassinato de Kennedy e deveria ter sido perseguido imediatamente.

LS: Como é que tanto a CIA eo FBI enganar a Comissão Warren, de várias maneiras?

MB: O resultado da Comissão era claro desde o início, a Comissão não fez qualquer investigação em tudo, e isso dependia de os dados fornecidos pelo FBI. Hoover sabia sobre as muitas impressões digitais da CIA, no caso, ele sabia que eles haviam trazido evidência falsa de visitas de Oswald no México para culpá-lo como comunista - e concluiu apenas dois dias depois do tiroteio que houve apenas o solitário atirador LHO .

Hoover odiava os Kennedys, especialmente seu chefe Robert F Kennedy, e foi o principal malfeitor na elaboração de Oswald e do acobertamento do caso. A CIA organizou a provas falsas para o que Peter Dale Scott ("Política profundas ea morte de JFK") chamada Fase 1 do cover-up - a conexão "comunista", o que permitiu Johnson - gritando para os perigos de uma guerra nuclear - para pressionar os membros da comissão a participar, e para se certificar de Fase 2 do cover-up eo resultado de sua pseudo-investigação: o demente solitário porca Oswald.

LS: Um dos suspeitos de costume no "literatura conspiração JFK" é a máfia. Em seu livro, você está escrevendo que nem sempre faz sentido distinguir entre o crime organizado ea CIA. Como você chegou a essa conclusão?

MB: A partir do "Projecto de Luciano", em 1943 - a ajuda do preso mob-chefe Lucky Luciano, com a invasão da Sicília - a multidão se tornou a ferramenta de escolha para operações encobertas pela CIA e gerando dinheiro sujo do tráfico de drogas. Onde quer que o conjunto norte-militar em suas botas ou a CIA está fazendo "mudanças de regime", o dinheiro da droga é fundamental para financiar essas operações, do Sudeste Asiático nos anos 60 até hoje no Afeganistão. E desde Langley não pode vender o material directamente sobre o seu balcão, eles precisam dos mafiosos para fazer isso - e obter a sua quota para financiar os senhores da guerra / lutadores / terroristas liberdade ...

LS: Posso pedir-lhe para falar um pouco a esse respeito sobre Permindex (Permanente Exposição Industrial), por favor?

MB: Permindex era uma empresa de fachada para a CIA, MI-6, Mossad e uma palha para a sua lavagem de dinheiro e armas-business. Eles trabalharam juntos com o banco de Meyer Lansky, na Suíça, que foi dirigido por Tibor Rosenbaum, que fez a maior parte do negócio de armas da Mossad.

LS: Foi Jim Garrison, em geral, indo na direcção certa?

MB: Ele era, porque a argila Shaw, o proprietário do New Orleans International Trade Mart e um dos directores da Permindex, foi claramente trabalhando com a CIA. É por isso que o caso de Garrison foi sabotado pelo establishment de Washington desde o início.

LS: Por que é notável que a CIA tinha um arquivo de 201 em Lee Harvey Oswald?

MB: John Newman ("Oswald ea CIA") fez uma pesquisa notável sobre como a CIA manipulou seus arquivos sobre Oswald e falsificou um arquivo pessoal de 201 a apresentá-lo à Comissão Warren, mostrando que eles tinham praticamente nada sobre ele antes de 1962. Isso é claramente impossível após a deserção de Oswald à URSS em 1959. A causa mais provável para essa manipulação é que Oswald era parte do programa desertor falso dirigido por JJ Angelton, o chefe da contra-espionagem.

LS: Você está discutindo se Lee Harvey Oswald teria sido de fato o único responsável pela morte de Kennedy que o caso teria sido resolvido além de uma dúvida razoável. Por que isso?

MB: De todos os crimes, o assassinato é aquele com o maior número de casos resolvidos pelos tribunais. Não teria havido nenhuma necessidade para todos os encobrimentos desde 50 anos, se LHO de fato era um louco solitário.

LS: Além disso, você está argumentando que Oswald teria sido absolvido da acusação de ter matado Kennedy, se ele teria sobrevivido. Por que isso?

MB: Mesmo Gerald Posener, o autor de "Case Closed" - o pedido de desculpas de conclusões da Comissão Warren -, por outro lado está dizendo isso. Não há evidências concretas de que Oswald estava no 5 º andar quando o tiroteio aconteceu, não há evidência de que o "Mannlicher"-gun, que ele tinha e-mail-ordenada, foi demitido hoje, não há evidências concretas de que ele matou Director de Tippit, porque testemunhas viram dois homens atirando nele ... e assim por diante. Oswald teria deixado sala do tribunal como um homem livre.

LS: Por que foi necessário que Jack Ruby matou Oswald? E além disso, eles se conhecem?

MB: Eles se conheciam bem, e desde que Oswald era um trunfo do FBI e da CIA, ele teve que ser silenciada antes que ele pudesse falar.

LS: Não foi apenas uma conspiração para matar Kennedy em Dallas, mas havia pelo menos mais um planeado para uma visita de Kennedy para Chicago, certo?

MB: Sim, havia um complô planejado em Chicago, com óbvias semelhanças com o que aconteceu em Dallas - com um ex-fuzileiro naval como o bode expiatório preparado, que conseguiu um emprego em um edifício alto na rota que a carreata foi planejado para levar algum semanas antes, e que tinha treinado com o exílio-cubanos como Oswald. Por acaso os atiradores foram detectados por um estabelecimento hoteleiro e da visita Chicago foi cancelado.

LS: Por que JFK morreu em 22 de novembro de 1963?

MB: JFK tinha feito uma mudança radical, enquanto presidente, a partir de um guerreiro frio clássica para uma política de reconciliação e de paz. Ele tinha feito inimigos irados no serviço militar e da CIA e quando ele anunciou o fim da guerra fria, em seu discurso de 10 de Junho de 1963 ele finalmente foi marcado para a morte.

LS: Você pode nos dizer algo sobre o papel do Serviço Secreto e os militares dos EUA no assassinato?

MB: Os homens do Serviço Secreto foram principalmente os sulistas, que profundamente demitido JFKs política de direitos civis. Eles fizeram uma segurança muito negligente em Dallas e há uma probabilidade de que alguns desses homens eram adoçados a fazê-lo. As memórias de Abraham Bolden, o primeiro afro-americano trouxe para o Serviço Secreto por JFK em 1961, diz que, quando ele tentou entrar em contacto com a Comissão Warren para falar sobre a supremacia, a atitude racista de seus colegas, ele foi indiciado por corrompidos falsas testemunhas e levados para a prisão.

Os militares desempenharam um papel crucial na falsa autópsia & x-ray-pictures feita no Bethseda hospital em Washington DC e do testemunho dos médicos. General Curtis LeMay, chefe conjunta da Força Aérea e um dos mais duros opositores da política de paz JFKs, esteve presente na sala de autópsia em Bethseda, fumando um charuto! Eu acho que a sua presença não foi por acaso.

A inteligência militar também desempenhou um papel crucial em Dallas - as primeiras entrevistas de Marina Oswald não era de Polícia de Dallas, mas por oficiais da inteligência militar, que também organizou um tradutor duvidosa para os seus testemunhos, que ajudaram a moldar Oswald, em primeiro lugar.

LS: Onde é que o financiamento para o golpe vem?

MB: Os petroleiros do Texas e bilionários HL Hunt e Clint Murchison são os financiadores mais prováveis, mesmo se não houver provas concretas para isso. Eles pagaram para o anúncio no jornal Dallas no dia anterior à visita, nomeando Kennedy um comunista e um traidor. Eles odiavam JFK para os ossos e eles tiveram LBJ em seu bolso, o seu seguro de que tudo seria coberto correctamente.

LS: Quantas pessoas perderam suas vidas ao longo dos anos relacionados com o assassinato de Kennedy?

MB: Um novo livro bem pesquisado por Richard Belzer ("Hit List") enumera 1.400 pessoas com uma conexão com o assassinato e, nos três primeiros anos após o assassinato de 33 deles teve morte de causas não naturais. A probabilidade de que isso aconteceu por acaso é de 1: 137 biliões.

LS: Foi basicamente a mentalidade de direita / fascista e racista em que os EUA ganharam o golpe de Estado em 22 de novembro de 1963?

MB: Sim. E, em Dallas, Texas esses fascistas de direita, que se chamavam "patriotas", teve um jogo em casa.

LS: O que a história da "Guerra Fria" ter sido se a corrida armamentista nuclear tinha terminado no segundo mandato de Kennedy? Será que o Muro de Berlim ter descido mais cedo?

MB: Depois da paragem de teste nuclear, JFK anunciou a seus confidentes que ele iria para Moscovo após a re-eleição para negociar um tratado de paz. Em público, ele já havia anunciado que parar a corrida armamentista, a fim de acabar com a guerra fria. Em um Memorando de Segurança Nacional de Acção ele tinha chamado para uma cooperação com os russos no espaço. Após a troca de cartas secretas com Khrushchev, que terminou a crise dos mísseis, ele estava em bons termos com o líder soviético, que no Kremlin também tinha chamado para o desarmamento. A morte de JFK encorajou os radicais soviéticos para se livrar dele. Com Kennedy vivo, Khrushchev teria ficado em poder e da guerra fria poderia ter sido terminou nos anos 60.

LS: Por que a morte de JFK ainda importa?

MB: É o crime mais importante da segunda metade do século 20, ele ainda está sem solução e marcou de certa forma o fim da República norte-americana. Desde então, as regras complexas financeiro-militar-industriais e nenhum presidente após JFK teve a coragem de desafiar isso. Há, nas palavras de Gore Vidal, "a um só partido-sistema com duas asas-direito", há mídia corporativa lavagem cerebral na população de 24/7 e propagação guerras pelo domínio imperial global, há operações secretas em todo o mundo para garantir esse domínio - e isso vai continuar e continuar contanto a verdade sobre a operação secreta, o golpe d 'état, contra presidência JFKs é mantido escondido.

LS: Muito obrigado por dedicar seu tempo, Sr. Broeckers!

OMS atrasa relatório de nascimentos com defeitos congénitos devido à poluição maciça causada pela guerra


Observadores dizem que estão na iminência de começar as duras provas necessárias para provar os iraquianos estão sofrendo de uma taxa desproporcional de defeitos congénitos e câncer, provavelmente devido à poluição maciça causada pela guerra.

Então qual é o problema? 

Ou deveríamos dizer, que é o problema?

Como na Organização Mundial de Saúde (OMS) é o braço das Nações Unidas de saúde pública e tem a tarefa de "fornecimento de liderança em questões de saúde globais, moldando agenda de pesquisa em saúde, estabelecendo normas e padrões, articulando opções políticas baseadas em evidências, prestando apoio técnico apoio aos países e monitorando e avaliando as tendências de saúde "Actualmente, a OMS está" prestando assistência técnica "para o Ministério da Saúde (MS) no Iraque. estudo muito antecipada de defeitos congénitos de saúde em 18 distritos iraquianos, incluindo Faluja e Bassorá - lugares que relataram altas taxas de bebés nascidos com doenças terríveis desde que a guerra começou. Basra, consequentemente, relatou maior ocorrência de câncer, também, desde a primeira Guerra do Golfo Pérsico. Veja alguns de Antiwar cobertura anterior aqui .

O problema é que os resultados do estudo, que começou em maio de 2012, eram esperados no início de 2013. Ambos os defensores dos direitos dos médicos e humanos estão se perguntando por que eles foram adiados - a partir de hoje, por tempo indeterminado. Eles querem respostas agora.

"É extremamente importante para o povo iraquiano que estes dados são publicados, e publicado de forma rápida e transparente", disse Doug Weir, coordenador da Coligação Internacional para a Proibição das Armas de Urânio. "Não há mais atrasos, análise independente pelos pares é a única maneira de garantir a confiança do público no processo."

Quando contactado pelo Antiwar, porta-voz da OMS, Tarik Jasarevik disse que a divulgação dos dados estava nas mãos dos iraquianos no MOH. Quando entramos em contacto com o Dr. Mohamed Jaber, que está listado como um assessor do Ministério da Saúde e vice-presidente do comité de direcção responsável pelo estudo no Iraque, ele disse que era até OMS para determinar a data de lançamento. Após mais investigação, Jasarevik disse que se MOH "pergunte-nos (s)-nos para liberá-lo em seu nome, que iria fazê-lo."

Isso poderia ser o início de Setembro, Jasarevik disse Antiwar.

A longa explicação no site da OMS oferece uma pista para o atraso do relatório até o momento. Depois de uma olhada nos dados preliminares de Junho ", estabeleceu-se que este grande conjunto de dados tem uma grande quantidade de informação potencialmente valiosa e que análises adicionais não originalmente concebidas deve ser feito." Também será revisada por pares. "Uma equipe de cientistas independentes, agora está sendo recrutado", e as principais conclusões serão liberados pelo governo do Iraque, uma vez que "essas etapas forem concluídas."

Os críticos dizem que o tempo é da essência (Fallujah, que foi palco de duas grandes ofensivas militares norte-americanas em 2004 está relatando defeitos de 144 de todos os 1.000 recém-nascidos; Basra está relatando um aumento de 60 por cento em defeitos entre os seus próprios nascidos vivos), e suspeito que os atrasos são motivados politicamente.

"Eu acredito que o governo iraquiano está a responder à pressão de os EUA para manter a questão sob o radar", denunciou Donna Mulhearn, um activista anti-guerra australiano que já viajou várias vezes para Fallujah e entrevistou médicos, bem como famílias iraquianas afectadas. O grau dos horrores físicos que ela e os outros têm relatado ao longo dos últimos anos é impressionante: os bebés nascem com partes de seus crânios em falta, vários tumores, genitália faltando, membros e olhos, dano cerebral grave, taxas anormais de paralisar a espinha bífida (marcados pelos buracos horríveis encontrados em costas dos pequenos dos bebés), encefalocele (um defeito do tubo neural marcado pelo inchaço saliências sac-como a cabeça), e muito mais.

Os médicos vêm clamando por ajuda, pelo menos desde 2010, quando o correspondente da BBC John Simpson foi entregue uma fotografia de um bebê nascido em Fallujah com duas cabeças. Mulheres havia a ser dito para parar de ficar grávida. Um estudo de 2010 publicado no Jornal Internacional de Pesquisa Ambiental e Saúde Pública declarou que algum tipo de malformação congénita foi encontrado em 15 por cento de todos os nascimentos em Fallujah - defeitos cardíacos, sendo o mais comum, seguido de defeitos do tubo neural.

Em 2011, Fallujah médicos estavam relatando dois defeitos congénitos por dia, em comparação com dois a cada duas semanas em 2008. Mais recentemente, em frente à BBC câmeras , Dr. Mushin Sabbak que trabalha no Hospital Maternidade Basra, disse acreditar que "o mercúrio, chumbo, urânio" da guerra são responsáveis ​​por aquilo que seu hospital está reivindicando ser um aumento de 60 por cento em defeitos de nascimento lá. "Nós não temos outra explicação do que isso", disse ele.

Quando Mulhearn visitou o Iraque este ano , também, ela disse que a situação permaneceu inalterada. Se alguma coisa foi pior. "Havia cerca de cinco recém-nascidos em que nos conhecemos - dois deles morreram. É em curso ", disse-nos em abril.

"Quando eu estava no Iraque no início deste ano, houve um sentimento definido de medo e intimidação entre os médicos que sentiram a pressão do governo para ficar quieto sobre os níveis crescentes de câncer e defeitos de nascimento", lembrou Mulhearn Antiwar semana passada, em uma troca de e-mail.

"Um especialista em câncer em Basra foi removido de sua posição sénior em um hospital porque ele foi franco sobre a questão da radiação causada pela poluição de urânio empobrecido e que ele acredita é que é terrível impacto da saúde dos iraquianos na região de Basra. Ele estava nervoso sobre o que nos dá uma entrevista por causa de possíveis ramificações na câmera ".

Enquanto isso, Dr. Mozhgan Savabieasfahani, um toxicologista ambiental baseada em Michigan, que tem sido obstinadamente a estudar e falar sobre o que ela acredita que são defeitos causados ​​pela poluição da guerra, escreveu isso em um 11 de agosto op-ed para Al Jazeera :

No Iraque, os restos de guerra continua a se desgastar e corroer cidades populosas. Tal inclui restos dos destroços de tanques e veículos blindados, caminhões e munições militares abandonadas, assim como os restos de bombas e balas. Esquerda inabalável, os detritos vão actuar como reservatórios tóxicos perigosos, liberando substâncias químicas nocivas para o meio ambiente e envenenamento de pessoas que vivem nas proximidades.

Hoje, um número crescente de defeitos congénitos estão surgindo em muitas cidades iraquianas , incluindo Mosul, Najaf, Fallujah, Basra, Hawijah, Nínive, e Bagdad. Em algumas províncias, a taxa de cancros também é crescente. Esterilidade, abortos de repetição, natimortos e malformações congénitas graves - algumas nunca descrita em nenhum livro de medicina - está pesando fortemente em famílias iraquianas.

Savabieasfahani questiona o atraso do estudo da OMS, bem como:

Todo mundo sabe que os estudos epidemiológicos de grande escala são caros para o fundo e as propostas altamente competitivos são extraídas. É uma questão de rotina para incluir um estudo detalhado linha do tempo em tais propostas desde o início - e não no final. O cronograma inclui rotineiramente uma estimativa de tempo para a análise de dados e re-análise, seguido de publicação dos resultados (ou seja, peer-review). Isso normalmente significa que há um calendário claro e definido em que os dados está previsto para ser publicado. A data de lançamento originalmente relatado, novembro de 2012, é agora muito longe.

Os sucessivos atrasos e desculpas frescas para mais atrasos, deixaram muitos observadores perplexos, e as preocupações mais profundas estão sendo articuladas. Falhas críticas no projecto de estudo da OMS já entrou no centro das atenções, principalmente evitar qualquer investigação sobre a causação do estudo.

Isto vem ao cerne das coisas, com certeza. Enquanto isso vai examinar a prevalência de defeitos congénitos nos 18 distritos identificados, "não é com o objectivo de estabelecer associações de causa-efeito entre [defeitos congénitos] prevalência e factores de risco ambientais." Em outras palavras, os resultados podem muito bem dizer nós há uma taxa desproporcional de anormalidades em bebés nascidos de mães após a guerra em Fallujah e Basra, mas não vou dizer se existe uma correlação directa com metais pesados ​​- incluindo urânio empobrecido - no ar ou nas águas subterrâneas lá.

Este "continua a assustar muitos cientistas e profissionais de saúde pública", escreveu Savabieasfahani.

Ela e outros observam que houve uma série de estudos, independente e revisados ​​por pares, que já fez as ligações. No entanto, a autoridade da Organização Mundial de Saúde, que trabalham directamente com o governo iraquiano, daria resultados semelhantes urgência oficial dos estudos anteriores não poderia oferecer. Hesitação ostensivo destas instituições está alimentando teorias de que há alguma pressão maior - do governo dos EUA, talvez - na mão aqui.

Exemplo: a história BBC referido marco entrevistou dois funcionários do MS - na câmera - dizendo que o Ministério da Saúde / OMS relatório mostrará números escalada de defeitos congénitos nas cidades que suportou pesados ​​combates na guerra. Eles mulheres (sem nome) aparecem para dizer que eles acreditam que as munições explodiram estavam ligados ao aumento nos defeitos de nascimento nestas áreas. Quando perguntado sobre isso em 15 de agosto, o Dr. Jaber negou qualquer de seu povo disse tal coisa.

Quando a BBC perguntou sobre as reivindicações das mulheres nessa história de Março, o Pentágono não respondeu. Autoridades britânicas disseram que estavam esperando os resultados oficiais do estudo antes de comentar em tudo.

Isto está de acordo com a forma como os militares dos EUA tem lidado com essas questões desde o início. Eles ou rejeitar as reivindicações directamente ou ignorar os apelos dos jornalistas para comentar o assunto. A consideração de que restos de urânio empobrecido por ambas as primeira e segunda Guerras do Golfo pode ter um papel a desempenhar (sabemos que ele foi usado - como eu explico no meu anterior Antiwar e conservadores americanos artigos sobre o assunto - mas não o quanto) é um grande um entre os defensores e críticos. O Pentágono fortemente afirmou que "nenhum estudo até à data" indicaram uma ligação entre munições de guerra e de "questões de saúde específicas" relativas ao que está acontecendo em lugares como Fallujah hoje.

Isto não é verdadeiro, é claro. Não é este exame , o que mostra um aumento nas taxas de mortalidade por câncer e criança em Fallujah (2010). Enquanto isso, Savabieasfahani vem trabalhando em seus próprios estudos como este , que indicam níveis mais elevados de chumbo e mercúrio em crianças em Basra, onde um nível impressionante de câncer e defeitos são anotados (2012). Mas a ênfase está sempre no "oficial", e onde os porta-vozes do Pentágono poderia ter ignorado completamente este corpo crescente de descobertas antes, eles podem não ser capazes de afastar os dados mais autoritários da OMS e Ministério da Saúde, da mesma forma.

Talvez isso é o que eles estão com medo.

A demanda por acção está crescendo, no entanto. Samira Al'aani, um médico em Fallujah, que tem vindo a trabalhar "em Fallujah como um pediatra desde 1997, mas começou a perceber que algo estava errado em 2006 e começou a registrar os casos" de defeitos de nascimento, iniciou uma petição no Change.org pedindo OMS e MS para libertar os dados o mais rapidamente possível. A partir de 16 de agosto, ela atingiu 6.000 assinaturas, sendo uma delas a Hans von Sponeck, ex-Coordenador Humanitário da ONU para o Iraque, que escreveu no site no mês passado:

O defeito congénito pesquisa realizada em Fallujah é uma parte crucial da investigação no Iraque dos efeitos das munições estrangeiras utilizadas ilegalmente contra população civil do Iraque. OMS deve ser dito que não pode voltar a fugir às suas responsabilidades para publicar os dados que tem. Protecção de impunidade não pode ser a resposta dada por uma importante agência das Nações Unidas para os crimes cometidos.

Al'aani Weir disse em uma entrevista recente que o Ministério da Saúde estava prestes a lançar um estudo semelhante com a OMS, em 2001, devido a preocupações de que os restos da primeira Guerra do Golfo havia sido causando um aumento nas taxas de câncer e deformidades entre crianças iraquianas.

"Urânio empobrecido das munições dos EUA e do Reino Unido foi um dos factores de risco ambientais a serem investigados", disse Weir Al'anni na entrevista.

"Depois de seis meses, os planos estavam em desordem. Enquanto Bagdá havia iniciado o projecto, após consulta da OMS havia anunciado que quaisquer custos associados com os projectos teriam de ser suportados pelo próprio Iraque ", disse ela. "O governo iraquiano, convencido de que os problemas de saúde foram causados ​​pela Guerra do Golfo 1991 e foram, assim, a culpa os EUA e seus aliados, se recusou a cooperar. Preocupações políticas tinham superou as necessidades do povo iraquiano ".

Há tanta poluição no Iraque agora que aqueles que não querem acreditar que as máquinas de guerra dos EUA e Reino Unido são directamente responsáveis ​​pelos efeitos na saúde certamente pode sugerir outros culpados. Infra-estrutura do país está destruído e o governo iraquiano dificilmente tem sido o modelo de urgência, onde a reconstrução e segurança ambiental sobre água potável e esgoto estão em causa. Podemos encontrar histórias que datam de antes da guerra de esgoto industrial matéria que está sendo despejado nos rios Tigre e Eufrates, a principal fonte de água, transporte e lazer para milhões de iraquianos. Mas após a guerra, especialmente , nós reconhecemos o nível de poluição é muito além da capacidade das comunidades locais para consertar.

É sorte nem todo mundo é doente, mas, realisticamente, nós realmente não sabemos quantos são, e quando as manifestações comoventes ocorrerá ao longo de uma geração - ou dois, possivelmente mais. É aí que as instituições públicas de saúde, como a OMS eo Ministério da Saúde e os bebés vêm dentro Nós não só precisa saber a extensão dos defeitos de nascença, mas por quê.

A este respeito, eles têm o futuro do Iraque nas mãos.